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O amor não é impossível, mas é delicado, exige um controle emocional como nenhum outro sentimento necessita. O amor é volátil, produto inflamável que oscila ao menor fervor, embora seja tolerante e resistente. É como uma criança que fascina, mas necessita de cuidados, de atenção diária, de alimento, de uma vestimenta capaz de protegê-lo.
Um amor é mais do que uma afirmação, irá sempre além de uma mera expressão e jamais poderá ser definido e contextualizado. Cada um ama à sua maneira e em proporções diferentes. Não há amor igual, há amor que se completa fazendo de duas extremidades uma aliança, com suas imperfeições, mas ainda sim fascinante. O amor é um tempero forte de sabor suave. Uma certeza que nos é tão imprecisa por nossa exclusiva culpa.
Amor não é só amar. O amor é sofrer e reverter a dor em crescimento, é aceitar que também magoamos e buscar a cura de nossas manias desnecessárias. Amor é o objetivo e, amar, o caminho.
O amor também é raiva, mas que pode ser vencida e controlada por um abraço. O amor não exige recompensa, mas reciprocidade sem medida, sem caracterizar maior ou menor. O que importa é tão somente a presença, o lembrar, o dedicar, o querer. Amor é simples, mas o caminho para seu alcance é complexo. Não é o amor uma conta exata, mas uma equação com inúmeras variáveis e incógnitas. Nem tudo será compreendido, mas no final das contas o resultado não pode ser zero, tem que sobrar amor.
O amor é tudo isso e mais tudo aquilo que você também imagina, é somatória, sempre uma somatória. O amor tem aroma, sabor, trilha sonora. O amor é mais e sempre mais para os que tentam defini-lo, e simplesmente tudo para aqueles que somente o vive.
Por: Michel Carvalho






