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Archive for Abril, 2009

Me Leve Ao Espaço

estrelas

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O que te falar nesse momento em que as palavras se calam,
que os olhos embaraçam e a voz luta para não sair?
Algo em mim pede para que eu deixe tudo para trás,
que eu enterre o que um dia me fez perder as esperanças,
pede para que eu apague essas amargas lembranças.
São lembranças de momentos que não voltam mais,
de sonhos que tive quando ainda era apenas uma inocente criança.

Aqui estou de braços abertos esperando por um caloroso abraço
que possa me puxar para dentro de mim mesmo.
Estou esperando a música encontrar seu próprio compasso
e assim, quem sabe não dançaremos juntos, passo a passo
Então, seremos dois aventureiros pelo mundo guiados por uma única canção.

Não me permita dizer palavras em vão,
sonhar por nada, acreditar em ilusões que me levam à um falso paraíso.
Mostre-me que tudo será real…
E naquele instante estranho lhe pedirei apenas um abraço,
não saberei como agir e nem terei palavras em mente,
mas me aperte, me sinta, me ame… me leve ao espaço,
e lá ficaremos … Não importa quanto tempo dure,
pois saberei que será para SEMPRE!

Michel Carvalho.

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O Tempo

tempo

Sempre haverá um tempo certo para tudo a que nos destinamos conquistar, possuir. Para todos os sonhos que buscamos e ideais que lutamos com cada vez mais ímpeto e determinação para alcançá-los.
Não é tão fácil entendermos os muitos por quês da vida como da mesma forma que é fácil indagar sobre tudo, sobre todos. Adoramos julgar, isso é um fato, mas não aceitamos reciprocidade. Acho que não é somente a vida que é injusta. Todos que a vivem, em muitos momentos, também são.
Levantar hipóteses é algo que não exige muitos esforços, mas comprovar uma teoria, ou afirmar com convicção a autenticidade e veracidade de uma simples hipótese é algo um pouco mais complexo, amplo. É necesário tempo, e mais que isso, persistência. É ai que percebemos o quanto somos bom em querer, mas péssimos em buscar. Trata-se da tão famosa comodidade.
Apesar do tempo estar sempre presente a todo momento, as vezes sentimos a sua ausência, sua tão sufocante escassez. São nesses momentos que entendemos com mais clareza o quanto algo pode nos ser tão significante a ponto de sentirmos medo de não o possuir a tempo, ou não termos o tempo necessário para possuí-lo. Então, temos aquela amarga sensação de que estamos deixando algo escapar pelas frestas das nossas mãos. E quando menos percebemos tudo já se foi em frações de segundos, mesmo que tenha levado anos para chegar a tal ponto.
O tempo é algo rigidamente sincronizado. Há quem diga que o tempo cura, assim como há quem diga que ele castiga. Acho, sinceramente, que ele liberta e pune. Liberta porque com o passar de certo, talvez longo, tempo, podemos nos ver curados de certas dores e “maquiados” em certas cicatrizes que estiveram corroendo nossas almas, nossas emoções, nossos sentimentos, nossas vidas por muito, mas muito tempo. Mas o tempo também torna-se nossa consciência nos lembrando periódicamente do que não dissemos; do que não conseguimos fazer por receio; dos medos que nos impediram de agir, de arriscar; da pessoa que julgamos não sermos capazes de ser. É aí que o tempo nos pune pelos nossos próprios erros e faltas.
Não, o tempo não é impiedoso. Ele apenas nos revela uma verdade que sempre soubemos, mas que jamais tivemos a vontade e coragem de admitir.
Já corri contra o tempo, mas percebi que ele nunca foi contra mim. Sou eu quem teima em acreditar nos paradigmas impostos pela sociedade, pelo sistema. Será a vida um jogo? Então tudo é uma questão de habilidade, destreza e sorte? Ah, não me conformo com isso e nem aceitarei. Não trato a vida como um cassino, um bingo, um carteado. E você? É mais um dos que conta com a sorte e espera o destino distribuir a próxima carta? Ah, acho que eu, que não encaro a vida como um jogo, aposto mais alto em sua beleza e magnificiência do que aqueles que a encara como um rélis game.
E enquanto isso o tempo vai passando. Será que no final, para aqueles que lutam pela vida, existirá alguma razão por tudo pelo o que passamos; e, para aqueles que a vê como um jogo, restará apenas cartas espalhadas por sobre a mesa e fichas que nada mais valerão sobre apostadores cansados e debruçados uns sobre os outros? Não sei, mas ainda sim sou um lutador! E o tempo? Ah, ele está soprando ao meu favor, sempre esteve!

Michel Carvalho.

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Em um determinado momento, tomado por uma louca vontade de questionar o por quê de tanto sofrimento em momentos que definitivamente não preciso, sentei em um local calmo, silencioso (perfeito para um “fazer nada” a dois, mas eu estava sozinho) e entrei em um estado de intensa reflexão. Tentei ficar “zen”. Não consegui! Mas tudo bem, encontrei-me em meus pensamentos rapidamente, até mesmo porque é bem fácil pensarmos nos desmoronamentos que ocorrem em nossas vidas. É extremamente fácil pensarmos nos problemas (até mesmo porque eles dificilmente largam nosso inconsciente), difícil mesmo é encontrar as soluções, a saída, a luz no fim do túnel.

Eu estava passando por momentos difíceis emocional, psico e fisicamente. É, digamos que estava quase na mer#$! Mas uma coisa sempre foi destaque na minha pessoa: eu jamais deixo de sorrir, nunca desisto. Poucos conseguem ter esse espírito de garra em momentos como esses e eu tinha. Uma verdadeira benção!

Passadas longas, porém esclarecedoras horas, consegui sair da reflexão com um sentimento de paz comigo mesmo, de alívio e tomado por uma forte esperança. Foi assim, que pensando nessa minha capacidade de chorar, mas de também sempre enxergar um momento para sorrir, que, ao chegar no meu quarto, criei o acróstico que vocês lerão a seguir.

CHORO E RIO

Conceitos incompreendidos em sentimentos inexplicáveis
Honra e orgulho, valores desvalorizados
Origem desconhecida, um sofrimento em lágrimas escondidas
Restrições, medos e ilusões, pensamentos desorganizados, suaves sensações
Orgulho que transborda, mas permanece. Sentimentos por quem não se esquece.

Eu sou assim, talvez você também seja e não perceba.

Rondo meus pensamentos, meus ideais, e nada vejo, mas não deixo de sentir
Ilusões deixo isoladas em alguma parte do passado, sou incapaz de desistir
Olhando para mim mesmo eu vejo que choro, mas não deixo jamais de sorrir!

Michel Carvalho.


E, foi com esse acróstico que aprendi coisas simples como: sempre haverá um motivo pra sorrir indepedente da dificuldade pela qual esteja passando. Não importa o tamanho da dor, do precipício aberto em meu íntimo, serei sempre maior do que qualquer dor e tristeza. Serei sempre a minha própria convicção, ainda que desnorteada.

“Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade”  –  (Mario Quintana)

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Mais Do Que Palavras

Imagem retirada do Google.com

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Em certos momentos precisamos de algo mais do que simples palavras ditas que vagam ressoando pelo ar e nada dizem, apenas ecoam em nossa mente e somem fugazmente. Palavras pronunciadas livres de sentimento, emoção, força. Palavras que nos falam, mas não nos alimentam. Em certos, vários, inúmeros momentos precisamos mais do que isso, mais do que palavras. Precisamos dos sentimentos que as conduzem, pois sem eles as palavras são como flechas mal atiradas por quem as pronunciam e que nem se quer alcançam o alvo: nossa alma, o intrínseco do nosso íntimo.

Em silêncio, afogado em meus próprios pensamentos e, às vezes, desmerecedor das minhas próprias palavras, descubro no silêncio da amiga e infiel solidão o preço a se pagar pelo calar coercitivo de um sentimento (seja ele qual for, desde que seja verdadeiro) que não somos capazes de exprimir, ou melhor, de se permitir sentir. Um preço elevado, cobrado em moeda injusta, que levaremos a vida inteira para pagar, pois a  moeda dessa negociação é a dor da lembrança que jamais teremos dos momentos que não criamos,  que nos abdicamos, que evitamos, que sufocamos e, que hoje, nos arrependemos de nada ter feito, de nada ter dito.

Jamais retraia uma alma que suplica por liberdade, pela oportunidade de expor-se, de arriscar-se, de viver e morrer se for preciso. Morrer de amor, de esperança… Morrer de felicidade. É a sua alma, a sua vida… Não a retarde!

Entre tantas coisas a serem ditas, quase sempre não dizemos nada. Entre tantos momentos que poderíamos ter vividos e hoje recordarmos, não conseguimos nem mais conter a dor da imaginação de como teria sido se tivéssemos sido mais audaciosos, mais corajosos, mais livres de nossas próprias regras e paradigmas. Perdemos não porque queremos perder, mas porque não buscamos persistente e piamente o que desejamos, ou nem sempre sabemos como buscar. Não sabemos como e nem por onde começar e quando sabemos temos medo do caminho. Ah, quanta burrice, quanta humanidade!

Somos meros espectadores das nossas próprias vidas. Observamos sentados o tempo executar de forma crua, cruel e seca o roteiro que o destino (para quem acredita nele) escreveu e não interferimos nesse processo, não questionamos e, pior, não agimos! Será que é assim que a vida funciona? Que tudo está escrito em algum lugar do tempo futuro e que cabe a nós assistirmos ao nosso próprio nascer, florescer, murchar e morrer de forma já programada? Não estamos no controle? Ah, que vida mais sem emoção. Não, não é assim que vivo! Mais do que palavras, mais do que destino… mais do que estatísticas e pré-conceitos.

Espero por tempos melhores. Ele virá? O que posso fazer (o que você pode fazer) é acreditar que sim, sendo que somente isso não bastará, cabe a mim (cabe a você) a decisão de ir mais além, de quebrar toda regra, todo paradigma, de aproveitar cada oportunidade ofertada, cada estrada disponível que me leve (que o leve) até o destino desejado. Cabe a mim (cabe a você) a certeza de que tudo, ou quase tudo, depende exclusivamente de mim (de você). E, acredite, realmente depende.

Trago na mente o traçado de um ideal (e irei buscá-lo), uma definição de amor, meu conceito de felicidade, um plano de sabedoria (minha própria sabedoria), mas deixo para o coração o dever de carregar sempre acesa a chama da esperança, a força da certeza e a sensação de uma conquista em breve e muitas outras seguintes, também em breve. Ah, são mais do que certezas, mais do que pensamentos, mais do que sonhos… são mais do que palavras.

Frases e pensamentos passam por minha mente e eu os deixo livres. Continuo na companhia daquela amiga e infiel solidão, esta que me permite ser eu mesmo, que me dá a possibilidade de me auto-criticar, me auto-explorar e me auto-conhecer. Ah, mais do que palavras!

Michel Carvalho.

* Texto protegido por direitos autorais, proíbida a reprodução do todo ou partes sem a divulgação do autor e autorização do mesmo.

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