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Archive for Maio, 2009

Por que amar?

Por que amar? Dizem que o amor não se explica, não se define e nem se descreve, apenas se vive. Será?  Sinceramente eu não sou adepto desta expressão e não concordo em absolutamente nada com ela. Mas, eu não poderia contrariar uma definição tão divulgada e aceita por uma grande maioria sem apresentar a minha teoria para tal contrariedade. Então, antes de julgarem minha posição, procurem acompanhar minha simplória explicação:

O Homem nasce e cresce acreditando que o amor é o maior de todos os sentimentos e o mais nobre de todos os atos. Disso eu não discordo. Porém, quem já provou deste amor e quem já praticou este tão solene ato de forma pura, verdadeira e sem nenhum tipo de intenção secundária, seja qual for? Claro que refiro-me a um amor entre um homem e uma mulher analisando pelo lado carnal do sentimento e não o amor entre mãe e filho ou de irmãos, estes são inerentes ao Homem.

Ora, se o amor não se explica, por que buscamos tantas explicações para o que os outros sentem, para o que sentimos? Por que perguntamos tantas vezes, ironicamente, “por que você ama alguém como eu?” ou, quando estamos inexplicavelmente furiosos com alguém que ‘amamos’, dizemos “por que eu amo alguém como você?”. Pensei que o amor não exigisse explicações, que tudo fosse uma questao de “te amo porque te amo, só isso”. Bom, possivelmente irá aparecer alguns futuros comentários dizendo: “ah, eu amo de forma pura, jamais trai o meu amor”, então, se alguém comentar algo de tal tipo, por favor, digam se continua com o seu “amor”, com o seu amado e se, antes desse ‘amor’, já o tivera sentido por outro. Ah, mas não se expliquem muito, pois o amor dispensa explicações.

Amor não se define também, certo? Fico imaginando como deve ser ruim sentir algo que não podemos nem ao menos definir – e se não sabemos definir, como sabemos que é amor? Não poderia ser ódio, admiração, atração, desejo etc.? – que não podemos conceituar com convicção sem medo de estar sendo enganado por uma armadilha do coração. Imaginem alguém que se relaciona com você (um namorado, noivo, marido e vice-versa) um dia, em um momento especial, olha em seus olhos e diz: “eu não sei definir o que sinto, mas a amo”. Que segurança isso lhe passaria? Ah, não sei você, mas eu prefiro algo do tipo: “eu a amo porque você me faz sentir um homem completo, porque o que sinto é forte e o defino como indestrutível, inabálavel. A amo porque você simplesmente é a única que me faz ser quem sou e como sou e cada vez de forma melhor” – e você? Prefere um amor sem definição?

E quanto a descrição? Eu gosto de amor descrito de A a Z, mas claro que não abro mão dos mistérios, dos enigmas e das delícias de se descobrir com quem convivemos, mas isso não necessariamente dispensa o ato de termos um amor descrito, narrado todas as manhãs ao acordarmos e vermos aquele rosto angelical ao nosso lado, dividindo a mesma fronha, o mesmo lençol.

O amor se vive? Sim, claro! Mas eu sou do tipo que vive intensamento o que se pode conceituar, definir e descrever. Vivo um amor conceituado como verdadeiro, definido como único e descrito como sólido.

Por que amar? Por que adoro coisas verdadeiras, únicas e sólidas!

Michel Carvalho

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Este é mais um jogo barato e insano onde abrimos a porta e fingimos que o mundo lá fora é belo e colorido como um arco-íris quando na verdade é escuro tão quanto uma selva fechada durante a noite. Um jogo da qual participo involuntariamente, o jogo da realidade.

Vivo em dois mundos completamente distintos, ambos separados por uma porta, a da minha casa.  Aqui dentro, encarando a vida como um filme longo e surpreendente a cada cena, sou livre para seguir o meu próprio roteiro. Mas, ao abrir a porta, enxergo momentos dignos de um filme de drama – crianças estendendo a mão à espera de moedas (em busca de qualquer quantia que lhe compre um sonho ou ao menos um misto quente) com os olhos arregalados refletindo o pingo de esperança que os resta, se contorcendo de frio e chorando de medo, medo de viver; medo de não sobreviver; medo de crescer – a cena se repete a cada esquina, a cada praça, a cada descaso do governo que não governa, mas comanda, digo, manda. Ou será que demanda? Um belo cartaz para um longa metragem de suspense – meninas tentando decidir o que seria mais vantajoso ou, se possível, menos vergonhoso: se prostituir oferecendo o próprio corpo, ainda em formação, para buscar uma vida melhor mesmo que sem dignidade ou abordar carros em semáforos com uma garrafa pet em uma das, ainda delicadas, mãos e um mini rodo na outra tentando se erguer na vida, mesmo que escorando-se no muro do descaso – mas a vida não é uma escada, está mais para uma rampa ingríme e escoregadia. Onde obter forças? Onde obter comida? Onde obter uma nova vida? É o que muitas dessas pobres almas se perguntam a cada manhã e vão dormir sem respostas todas as noites.

Estou na minha sala, do outro lado da porta que separa esses dois mundos, assistindo a minha série americana favorita (brasileiro não é muito acostumado a viver da sua própria cultura) em uma TV de plasma 42″, comendo o que há de melhor e de variedade no mercado. Aperto um botão e a tecnologia cuida de me aquecer – enquanto isso, lá fora, há milhares de pessoas envolvidas por um cobertor velho, ou nem isso, assistindo uma novela repetida: carros de polícia em perseguições sob alta velocidade; militares chutando e varrendo a “sujeira” da rua, entendam por essa “sujeira” as pessoas que são verdadeiras marionetes da ocasião tentando se livrarem das cordas, pessoas que não sabem o que é dignidade e que lutam para escapar de toda essa “liberdade” que as ruas oferece. Eles só querem se tornar escravos – escravos de carinho; de amor; da dignidade; da oportunidade… Pessoas esperando por uma prisão domiciliar com direito a comida ao menos duas vezes ao dia.

Um mundo, duas versões. Uma espécie, dois gêneros.

Pego as chaves do carro esportivo e dirijo-me até um bom hotel-fazenda, monto em cavalos e tomo uma caipirinha deitado em uma rede sob a luz do céu, descanso. Ao anoitecer, busco um belo restaurante e degusto um prato bem preparado acompanhado de um bélissimo vinho importado. Relaxo.

Fora da porta do meu mundo, saindo do cenário do meu filme particular, há pessoas que se enxergam como “ratos” tentando se esquivar do esgoto que vem se tornando a vida, locomenvendo-se com o pingo de esperança que lhes sobraram, mas infelizmente, para alguns, a esperança já não supre nem mesmo os sonhos que teimam em não aparecer. Para essas pessoas o dia é uma rotina – esperar, esperar, pedir, pedir, rastejar, persistir, tentar na desistir – e a noite, bom, a noite tornou-se uma sina.

Meu trabalho consiste em administrar uma empresa de grande potencial financeiro, e isso não é nada fácil, mas sou treinado por uma ótima firma de especialização empresarial e adaptado para isso. Do outro lado  da porta, crianças passam o dia e a noite trabalhando em semáforos, pedreiras, praças públicas, etc. Crianças que foram treinadas pela vida; pela necessidade; pela vontade de suprirem a fome, o frio, as lacunas de suas almas… De suas vidas.

Quando estou entediado eu mudo as opções, jogo uma bola com os amigos, quem sabe um golfe, ou até mesmo posso fazer uma viagem até um local do meu particular agrado. Aprecio as paisagens e gozo do que o dinheiro me proporciona. Já do outro lado – naquele mundo dado ao descaso – o passatempo é vasculhar um lixo diferente, para alguns, furtar uma região nova … Não há paisagens, a maior parte dos habitantes vive de ilusões e miragens de algo que apenas suas mentes conseguem idealizar.

Mas quem sabe um dia essa porta não há de sucumbir e veremos uma sociedade homogênea com pessoas dotadas das mesmas oportunidades?

Bom, ainda bem que sonhar não é proibido e ainda, vejam bem, ainda não foi reprimido.

Michel Carvalho

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ardenteEm um dia desconhecido, um homem e uma mulher de pensamentos totalmente divergentes acabam se conhecendo por meio de um diálogo virtual. Inexplicavelmente as trocas de pensamentos faz com que ambos, no final, se valam de um único modo nada conveniente de pensar que os levam a um surpreendente fim de noite que promete a certeza de uma fervente e dilacerante lembrança no dia seguinte… Confiram!

Postado a partir da parte da conversa que realmente vale a pena.

Falando de amor…

 Minha eterna musa, Rita Lee, permanece em meu conceito como sendo conhecedora do amor… “Sexo sem amor é vontade”… “Amor é um, sexo é dois”… Prefiro o dois porque é par. Acredito que o amor foi feito para que nós mortais comuns acreditássemos que um dia sua tampa da panela, ou metade da laranja apareceria ou até mesmo um chinelo velho para um pé cansado como minha mãe dizia. Eu deixei pra lá essa teoria, até porque acho que minha tampa da panela enferrujou, meu chinelo velho se quebrou e uma vaca esteja nesse momento chupando a metade da minha laranja.

Eu, por minha vez, sou dotado de uma intensa persistência e fé (não fé religiosa em si, mas fé na vida, no dia “D”). Não acredito que haja um amor constante, inabalável e inatingível como dita os contos de fadas e os romances americanos que dopam mentes sonhadoras, como a minha, mas sei que ele existe e que, em algum lugar; em algum momento, ele surgirá. Talvez eu esteja tentando me iludir com uma falsa expectativa, mas nem só de realidade se vive e fantasias podem trazer a paz que busco nesse momento. Se até lá, até o fim da estrada, eu não encontrar o “meu amor”, irei fantasiar um, não importa.

De fantasias eu entendo, porque eu sempre fantasiei coisas na minha vida. Já fui a princesa no alto da torre, esperando um príncipe no cavalo branco. Um dia caí da torre, rachei a cabeça e o príncipe virou um sapo. Acredito em amores, como o que eu sinto pelos meus pais, amigos, irmãos, meus cachorros e até pelos meus amores perdidos na noite de sampa.

E eu já fui o príncipe montado em um cavalo branco e vestindo meu traje de gala com toda uma elegância exigente para o cargo. Vaguei incansavelmente pelo tempo atrás de minha princesa e, ao chegar em frente ao seu castelo, não vi nenhuma rapunzel jogando suas tranças nem, ao menos, uma branca de neve envenenada esperando imóvel e graciosamente por meu beijo salvador. Não tinha nada disso, apenas vácuo e um dilacerante silêncio. Hoje, sem cavalo e trajando trapos de esperança continuo vagando, mas nao em busca de uma princesa e sim em busca de uma plebeia que saiba dar valor ao pequenos atos e momentos com que a vida lhe presenteia.

Eu sou uma plebéia com vida de uma princesa urbana, que deixou de ter as tranças e passou a ter celular e e-mail, não procuro mais principes, aceito os ogros e os que trajam trapos de desejos e humor, não acredito que as pessoas só são felizes se tem um amor ao lado, acredito aliás que a felicidade é algo que a gente faz, que produzimos, que criamos e que podemos viver de acordo como nossos dias. Eu amo sim, eu amo a vida, eu me amo e sou correspondida, não sou uma cética do amor, e acredito que um dia quem sabe ele vem e me mostra que ele realmente existe, mas enquanto isso não acontece eu me divirto com meus amores, que preenchem minha vida de sorriso, choro, ressaca e uma boa dose de esquisitice.

Eu passei de príncipe a andarilho que caminha sem olhar pra trás. Acho que até deixei minha esperança e intensa fé de lado. Em minhas andanças, “vagabundanças”, vou fazendo o que me dá na telha, encaro, desvio, assobio… Me arrepio. Não virei incredulo, tornei-me mais humano, entrei no jogo. Agora é minha vez de distribuir as cartas, de controlar a situação, de dilacerar corações. Ninguém é inocente nessa insana jornada.

(mais…)

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Sentimentos…

morangoBateu-me aquela vontade de escrever, mas não tenho nenhum tema em vista, apenas quero libertar meus pensamentos sem ter que me preocupar com um início, meio e fim. Apenas quero escrever, não me importando com coesão, coerência e muito menos regras. Quero ver-me livre delas, pelo menos por um instante. Será isso realmente possível? Será realmente possível sermos livres? Livres das regras, das dores, do sistema, dos medos, dos amores, das ilusões… De tudo?
Em certos momentos não me sinto disposto a muita coisa, ou a nada, não se trata de preguiça, mas sim de uma fadiga mental, psicológica, emocional. Enquanto vago pelos meus pensamentos vou percebendo que o mundo não espera por mim, ele avança continuamente deixando para trás tudo e todos que não o acompanham. Em certos momentos eu não o acompanhei, mantive-me estático, frio e, ainda consciente, vi vidas passando, sentimentos morrendo, dúvidas nascendo, esperanças perecendo… Vi, pensei, tentei, mas fiquei!

Então por que ainda estou aqui parado tentando compreender quem sou enquanto há coisas mais importantes a serem feitas? Não sei, mas aí indago o que realmente há de tão importante a ser feito para quem nem ao menos sabe como se sente, o que pensar, o que fazer… Como fazer? Nem ao menos sei quem verdadeiramente sou , o que procuro, e parece que não passo de um simples reflexo de uma mistura de personagens criados em minha mente. Personagens distorcidos e instáveis que estão longe de serem super-heróis de quadrinhos. Personagens sem feições e volúveis, distintos e contrastantes.

Levanto-me sem saber o que será do meu dia, não me entendo, não me reconheço… Paro, olho para o espelho e enxergo diversos contornos, inúmeras personalidades, faço um sorriso diferente do outro a cada dia. Será um novo sentimento, ou será um novo tormento?

Sorria, erga a cabeça, continue em frente… Viva!” diz a personalidade convicta e otimista de uma parte, ainda em desenvolvimento, da minha mente. “Não dá, não posso. Não fuja de si mesmo” retruca uma personalidade indomável com toda uma voracidade inquestionável. O que faço? Vivo ou pereço; luto ou desisto; fujo ou fico?

Os sentimentos são uma teia de aranha, um fio por cima do outro, porém resistente e ao mesmo tempo sensível, são imaginações e projeções de um futuro que nem sempre se cumpre,  às vezes uma falsa profecia.

Já sei…

Vou ler um livro, inventar umas frases, declamar umas sensações, reescrever uns momentos, narrar umas canções, vou criar uma nova história!

Mas, sendo falsas ou não, são dessas profecias que ainda vivo, por elas que ainda luto e delas  que subtraio a minha esperança.

Michel Carvalho

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É Melhor Ser Louco Do Que Ficar Maluco

É Melhor Ser Louco Do Que Ficar Maluco

Chore de vez em quando, nada melhor do que as lágrimas para enterdermos que valemos mais do que um dia chegamos a imaginar valer e, quando a dor passar, quando sua mente estiver livre de toda e qualquer árdua lembrança; após sua consciência a livrar do cárcere da culpa e teus olhos puderem enxergar através da cortina transparente do rio que escorre sobre tua íris, procure motivos para sorrir (sejam eles quais forem) e, entenda de uma vez por todas, que nem mesmo a mais forte das dores; o mais dilacerante dos sofrimentos e a mais incompreensível das decepções poderá atingir um lugar que encontra-se ( sempre se encontrará) intacto em algum lugar da sua alma. Este lugar abriga, preserva e nutre todos os teus sonhos; tuas doces lembranças; os motivos que a levam a caminhar, mesmo após um tropeço; este lugar faz uma mistura com todos os sentimentos, emoções, momentos, sonhos e desejos que a fizeram sorrir; que a fazem acreditar que sua hora chegará. E, acredite, ela chegará!

A mente humana é complexa ao ponto de transformar tudo em algo racional e lógico, até mesmo quando isso é totalmente desnecessário e maléfico. Nem tudo terá uma explicação óbvia, muito menos uma razão lógica. A vida já é dura por natureza e não é necessário enrijecer ainda mais esse muro que nos cerca dentro de um mundo cruel. Um mundo criado por nós.

Sonhar faz bem. Fantasiar os dias pode ser necessário. Não há explicação lógica para isso, pois é uma das poucas ocasiões em que não nos vemos obrigado a raciocinar, a agir lógicamente ou de acordo com um sistema pré-estipulado, basta apenas viver e deixar acontecer. Entendam, não quero, com isso, dizer que a vida deve ser fantasiosa e fora da realidade encontrada ao abrir os olhos; ao pisar fora de casa. Não! Digo apenas que em certos momentos não é de nenhuma importância valer-se da realidade, principalmente quando, por algum motivo, nos vemos impedidos de a viver.

Acreditem em mim, hoje eu sei que nem somente da realidade sobrevive o homem. A realidade de hoje nos mata aos poucos, nos atormenta e, se ela fosse a nossa fonte de evolução, estaríamos cada vez mais próximos de um abismo. Uma fenda aberta em um espaço já morto. Ainda bem que existem os sonhos, a esperança, os desejos. Ainda bem que ainda existe uma saída para a insanidade.

Prefiro ser louco a ser escravo de um sistema que não conheço, que nunca vi. É mais favorável sonhar e poder realizar do que viver e não sentir-se realizado.

Chore de vez em quando, nada melhor do que as lágrimas para percebermos que valemos mais do que imaginamos valer e acreditarmos que talvez não dê para mudar o que se passou até aqui, mas ainda há tempo de construir um novo rumo em rumo a um novo final.

Viva a insanidade!


Michel Carvalho.

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Inevitáveis oscilações

Inevitáveis oscilações

Não é novidade para mais ninguém a certeza de que a vida é um constante processo de oscilação. Picos de extrema felicidade que, após, repentina tristeza de, às vezes, motivos desconhecidos alteram aleatóriamente nosso humor. Convicções e dúvidas brincam sarcasticamente com nossa mente nos levando a um estado de frustrante irritação emocional, mas logo escavamos uma saída e somos preenchidos por um compensador alívio. Um verdadeiro baile que a vida e seus dilemas nos propõe, digo, impõe a dançar, nem que seja fora do compasso. Nada é constante, nem mesmo um amor. Tudo oscila como uma corrente instável de energia elétrica. Um amor incondicional e aparentemente inabalável pode, de uma hora para outra, adormecer provisóriamente dentro de uma casca de gelo ou até mesmo sucumbir – você acredita em um amor verdadeiro? Que bom, eu também! Mas não acredito que ele seja sempre estável e, no fundo, você também não. Fato! Como eu disse, a vida é um constante processo de oscilação.

Por trás das bases de uma felicidade que é sustentada por fortes e sólidas pilastras, sempre haverá uma que não será tão resistente quanto pensávamos, digo, iludíamos-nos ser e que, com qualquer pequeno toque – uma simples palavra proferida que contradiza o motivo de sua extrema felicidade, por exemplo – poderá por tudo a baixo e lá estará ela novamente, a foice que poda a convicta certeza; ceifa a felicidade do momento; corta as cristas da nossa renovada esperança. Oscilações!

Mas, se tudo que sobe e atinge o seu topo tende, em algum momento, a descer, por outro lado, tudo que atinge o fundo de seu abismo próprio não verá outra alternativa a não ser a de arrancar forças seja de onde for e começar – mesmo que com ritmo bem mais lento do que foi a velocidade com que desceu – a subir. Picos e depressões, altos e baixos… Será que não existe um meio termo? Sim, existe! Mas quem está preocupado em saber como foi a vida do boi quando a picanha está posta, suculenta e dourada, em seu prato? Quando estamos preocupados em atingir o ideal maior, a felicidade suprema, esquecemo-nos de viver intensa e gratamente o pico de felicidade do momento e, quando estamos prestes a atingir o fundo do abismo, deixamos de perceber que ainda não estamos lá e que podemos evitar a queda bruta ou, ao menos, amenizar o impacto que está por vir, ou seja, por mais que exista um meio-termo nós o ignoramos deixando de o viver, digo, deixando de viver.

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Parte II

“Não somos apenas humanos procurando justiça, somos almas procurando paz, somos ‘vidas’ buscando o sentido de sua própria existência. Enfim, somos seres em constantes caminhadas e lutas por um único objetivo: o direito de escolher; de escolher o que realmente queremos; de optar por viver a igualdade ou sofrer a desigualdade, e não a obrigação de carregar nas costas o fardo que nos é imposto pela sociedade.”

(Michel Carvalho)

“A vida já me pregou várias peças, mas em todas elas eu soube ser ator e interpretei muito bem.”

(Michel Carvalho)

“Não existem escolhas certas e erradas, existe o momento correto de se escolher […]”

(Michel Carvalho)

“Às vezes é melhor chorar por estar sofrendo, do que sorrir por estar causando sofrimento.”

(Michel Carvalho)

“Não sou um modelo de homem e nem um exemplo de lição de vida, sou apenas alguém que procura sempre o seu melhor. E nessas buscas cometo vários erros; inúmeras falhas, mas isso só me faz ter a certeza de que não importa o quão bom sejamos, sempre poderemos ser ainda melhores.”

(Michel Carvalho)



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