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Archive for Julho, 2009

Páginas da Vida

Imagem retirada do Google

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Sonhando, fantasiando, adormecendo, acordando, agindo, caindo… Se iludindo. Percurso que por muitas vezes percorri rigorosamente, trecho por trecho. Quase todas as noites busco folhear as páginas do livro da minha vida na esperança de encontrar indícios de um provável futuro final feliz, da mesma forma que faço com meus livros de cabeceira. Faço minhas preces em silêncio com a íntima convicção de que estou sendo ouvido e com a fé de que em algum momento fortuito e inesperado serei, enfim, atendido. Durmo, porém não descanso… São tantos pensamentos que a cabeça pesa sobre o travesseiro. Após muita resistência da minha mente consigo, finalmente, cair em profundo sono. Noite em branco, sem sonhos, em que não haverá nada para se recordar na manhã seguinte.

Ao acordar não percebo o que será do meu dia e, ainda sem abrir os olhos, espreguiço-me intuitivamente. Hora de lavar a cara, se recompor e tentar ver no nada, na parede, no espelho, na cara sonolenta de minha mãe uma razão para prosseguir e uma fórmula que me estimule a nunca, jamais, em hipótese alguma, querer entender a vida e seus trajetos, seus desvios. O ponteiro não para de girar, sinal de que não há tempo a se desperdiçar e nem motivos para parar no tempo…. Hora de agir.

Lá fora uma nova rota, novos locais a descobrir e explorar. Embora os pensamentos me prendam no passado ou em um futuro incerto, vejo-me distraído com os prazeres do mundo, com as cenas que provavelmente não mais se repetirão. Minha mente adora uma distração, seja qual for, basta que me tire de mim mesmo e me leve para qualquer lugar que não seja exatamente lá, onde meus pensamentos estavam ontem antes de dormir. Tudo, exatamente tudo para não parar e perecer nos mesmos pensamentos.

Fim da tarde, por mais um pouco eu teria pirado. Um homem tentando se livrar dos seus dilacerantes pensamentos é como um inveterado alcoolatra tentando se livrar do alcool, ele tenta, mas sabe que será praticamente impossível resistir à sua tentação de consumí-lo…. E assim não resisto e volto a consumir meus pensamentos, ou melhor, deixar que eles me consumam.

Mais uma noite se iniciando, estrelas no céu, um pasto verde de grama debaixo dos meus pés e uma alma inconsequente entre as duas paisagens… O ápice sob minha cabeça, o poço abaixo dos meus pés e, eu, o meio termo em cima do muro tentando se equilibrar para não se perder nos delírios das extremidades.

Mais um dia vivido ou perdido? Mais uma noite de repulsa ou libido?

Novamente no início do ciclo e no fim da tortura, se preparando para tudo novamente. Folheando as páginas do livro da minha vida…


Michel Carvalho

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Em meio a tanta correria e [des]acontecimentos inesperados (bons e ruins), acabei desviando um pouco o meu tempo para que pudesse ficar quieto em um canto, sozinho comigo mesmo. Posso até me atrever a dizer que foi um daqueles momentos de ‘reflexão’ de que, hoje, creio que todos precisam ter.

Ali, sentado e de olhar perdido em um lugar qualquer do meu quarto, vi vários ‘flashs’ passarem pela minha mente transformando todos os tipos de momentos e emoções pelos quais já passei em minha vida num compacto filme de tragédia,, superação, drama, comédia, romance… ficção. E, mesmo que o que eu vá falar já tenha se tornado um clichê, são nesses inexplicáveis instantes de nossas vidas que percebemos o quanto pensamos, mas não realizamos… Fazemos, mas não nos entregamos por inteiros… Dizemos, mas não nos declaramos por completo. São nesses momentos que notamos que vivemos pela metade, que deixamos que valores individuais como orgulho, medo, egoísmo etc., nos impeçam de sermos simplesmente quem somos… Na íntegra.

Na verdade, construímos uma nova imagem por cima do que somos. Um verdadeiro photoshop. Mas, infelizmente, a vida não aceita retoques… e não importa o quanto nos maquilamos, não deixaremos de ser o reflexo das sombras que cultivamos com essa tola mania de querermos mudar o mundo e fazê-lo com que se adepte ao nosso ignorante jeito de ser e ver. É preciso mais reflexão.

Agora, após ter refletido 1/5 do que realmente deveria, já pude notar claramente que grande parte dos problemas e defeitos que encontramos no mundo, nas pessoas, na vida, se originam de nós mesmos e, em nós, encontram-se as mais simples soluções e as mais complexas tentativas de explicar o que deveria ser óbvio.

Refletir, agir, viver… entender!

Michel Carvalho.

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Contraste da Alma

 

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Alma que chora, alma que se alegra

Mesmo na tristeza da noite, mesmo na cor da primavera

Alma que não se contenta, que não se manifesta

Alma que se contesta em situações diversas

 

Uma lágrima de choro

Uma alma e seus agoros

Por que chora minha alma?

Por que tal inexplicável insensatez não se acalma?

Uma noite mergulhado na tristeza, um amanhecer num inesperado esplendor

Primavera, sentimentos… calor

Um dia perdido na noite

Uma noite perdida por amor

 

Alma que chora, alma que se alegra

Mesmo na tristeza da noite, mesmo na cor da primavera

 

Michel Carvalho

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Eterno Sonhador

Imagem retirada do Google.com

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Quando fui um grande sonhador disseram-me que isto era um jogo perigoso, que na mesma velocidade e ímpeto com que se plana no céu das expectativas pode, repentinamente, despencar pelo abismo da ilusão.

No dia em que decidi ser otimisma colocaram em minha mente a dúvida do “e se não der certo?”. Pediram para que eu fosse mais “pé no chão” e que nem tudo depende exclusivamente de nós.

Em certos instantes busquei conselhos, mas podaram-me com a justificativa de que nosso melhor amigo somos nós mesmos. Tentaram colocar em meu peito a sensação de que a auto-insegurança leva à ruína de si próprio.

Na noite que procurei um colo para chorar me alertaram que a solidão pode ser o melhor remédio para a dor da alma, que um choro em silêncio num canto deserto pode trazer benefícios imensuráveis à vida.


Onde todos esses alertas, avisos e pedidos me levaram…


… À lugar algum pois,


Continuo sonhando de uma forma desenfreada sem me restringir. Talvez seja nesses sonhos o lugar em que eu realmente sou livre para extrapolar, parar viver.

Mantenho intacto o meu otimismo, longe das flechas de pontas agudas que são disparadas pela inveja e por aqueles que são incapazes de sonhar por serem desprovidos de expectativas.

Continuo buscando conselhos, mesmo que não os utilize. Continuo acreditando nas pessoas e numa parte boa que ainda sobrevive na maioria delas.

Não importa se naquele momento a minha atitude seja a certa ou a errada, buscarei sim um colo para deitar, para me “aninhar”. Não sou forte o tempo todo, muito menos inatingível… Posso não ser muito sensível, mas também não sou uma estátua de mármore.


Serei sempre um eterno sonhador…


Michel Carvalho

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Quero ficar sozinho em algum lugar calmo, perdido e imerso em meus pensamentos auspiciosos sobre o futuro que me aguarda. Sentarei aqui, nesse pedaço de terra batida, em busca de respostas para as minhas mais eloquentes dúvidas que, de tão concretas, desconheço quais são. E enquanto houver sombra ficarei por aqui, sentindo o alívio que a brisa traz com o seu toque semi-gelado e suave. E quem sabe essa brisa salvadora não sopre em meu ouvido as respostas que busco para as perguntas que nem sempre conheço, mas questiono? Um instante de paz em meio à uma vida de conflitos e contradições.

Nesse segundo de meditação, com os olhos fechados e a mente limpa e leve como uma pluma, percebo que a paz que por tanto tempo procurei sempre esteve dentro de mim à espera de libertação. Mas como libertá-la? É como um cofre cheio de ouro guardado durante muito tempo que sabemos que nos pertence, mas já não nos lembramos do segredo que o abre. Assim, buscamos algo para “quebrar” a fechadura, ferimos o cofre na esperança de libertarmos o ouro. Talvez seja por isso que por muitas vezes feri meu ego na esperança de libertar minha alma. Usei de armas erradas para resgatar o que era certo.

Cansado de bater na mesma tecla e correr pelo mesmo caminho sem saída, decidi, ainda sentindo a brisa suave em meu rosto, deixar a vida agir naturalmente com suas próprias ferramentas. Estas que parecem não se encaixarem em peça alguma de mim, mas que, repentinamente, faz os ajustes de que tanto precisei e me mostra o problema que naquele momento não fui capaz de identificar (não fui capaz nem de ao menos abrir os olhos). Descobri, após inúmeras tentativas de “auto-correção” que nem sempre estarei no controle de mim mesmo e que a nossa maior e melhor ferramenta é aquela que não “criamos”, mas sim a que sempre possuímos.

Quero ficar sozinho em algum lugar calmo para que eu seja capaz de suportar um local agitado e lotado de outras “máquinas” defeituosas como eu. Mas eu, pelo menos, encontrei a minha paz, libertei o meu “ouro”. Aprendi a aproveitar cada momento, extrair a essência benigna que há em todos os tipos de situações… Percebi, nessa imperiosa meditação, que para tudo realmente existe um propósito, mas que somos nós os responsáveis pelo o seu aproveito, tanto para o nosso bem quanto para o nosso mal.

Carpe Diem…

Michel Carvalho.


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