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Archive for Agosto, 2009

Rendo-me…

Imagem retirada do Google.com

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Vamos, apague as luzes e deite-se aqui ao meu lado. Deixe-me sentir o cheiro dos seus cabelos e tocar seu rosto com minhas mãos, ainda aquecidas pelo calor de nosso último beijo. Eu sei que lhe prometi o céu e ainda estamos presos nessa terra de mentiras e ilusões… Mas ainda transformarei nossos sonhos em asas e farei do nosso amor o combustivel em constante combustão. E aí meu amor, o céu não será mais o limite.

Aninhe-se em meu peito nu e faça dele o seu mais confortável e macio leito. Deleite-se em meus braços com graça, de graça até ficar sem graça, com vergonha e também sem vergonha. Brinque comigo, seu brinquedo mais volátil, dinâmico e temperamental… Seu príncipe vestido de jeans e regata… Seu remédio forte, mas de gosto doce.

Mostre-me tua face oculta, sem maquilagens e corretivos. Venha até mim. Venha com tudo que lhe pertence… Com seus desejos e temores, com seus medos e audácias, com suas qualidades e defeitos. Te quero quente e fria, na calma e na ira… seca e molhada, nas manhãs e nas madrugadas… Quero o teu tudo e o teu nada. Quero você e tudo que a ti pertence.

Entregue-se ao amor de corpe e alma. Mais de alma do que de corpo e vice-versa… Cada escolha tem seu momento e cada momento sua prioridade.

Admira-me amar-te tanto e cada vez mais, dia após dia… Será você o astro maior da minha particular galáxia? Pode ser que sim. E quem sabe não sejas um buraco negro preenchendo o espaço e me atraindo com toda a força para dentro de ti? Uma atração inevitável, gostosa… Essencial.

Estou perdido no seu universo….

De todas as leis as tuas são as mais injustas. Sem fórmulas, sem teorias, sem diretrizes, sem exatidão… Apenas um alucinante aprendizado diário que só se adquire vivendo, amando e se entregando.

Apague as luzes, quero aprender mais do que sei… Quero aprender me entregando e morrer me rendendo pouco a pouco.

Michel Carvalho.

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No final…

Imagem retirada do Google

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Pode ser que não me reste nada além de mim mesmo. No final, quem sabe, será eu e meus princípios, minhas convicções que, de tão convictas, tornan-se saborosas ilusões até o momento em que me vejo obrigado a degustar o sabor amargo da realidade que me atormenta. Realidade esta que brinca com o meu humor constantemente, deixando-o vez alegre, vez exaltado… intensamente feliz, de repente decepcionado. E em agum lugar fora de mim a vida continua correndo, seguindo um percurso que não retroage. Então, chego à sensata conclusão de que o simples ato involuntário de viver já é, por si só, uma faca de dois gumes. Não sabemos qual será o retorno dos nossos atos (mesmo os mais friamente calculados). Ficamos presos à insegurança sobre tudo, sobre o resultado que não podemos prever com certeza, mas que imaginamos e calculamos a probabilidade de que seja exatamente como esperamos. Mas que no final é totalmente diferente, seja mellhor do que esperávamos, seja não tão bom como era pra ter sido, de acordo com nossas convicções. E, assim, a vida nos conduz por esse caminho de inconstâncias nos dopando com o prazer do sonho e nos alimentando de expectativas e pretensões.

Lá na frente, em algum momento que ainda desconheço e que talvez o destino ainda não tenha traçado, haverá uma explicação para todas as minhas indagações sem respostas, minhas confusões sem esclarecimentos… Em algum indeterminado instante a vida poderá ser, por fim, entendida e compreendida. Mas, certamente, não mais gozarei de seus prazeres, pois há grandes chances de eu já estar em algum plano divino, em uma nova órbita… Quem sabe uma nova vida!? Aliás, se fossemos capazes de entender a vida e os percursos por ela tomados deixaríamos de ser quem somos e seríamos deuses… E é justamente por não entender os “por quês” da vida que a vivemos com graça e esperança… Que enxergamos nela uma aventura com riscos e prazeres; um caminho de mistérios; uma estrada de momentos; uma história que construímos a cada segundo sem se preocupar com o fim, sem querer o fim.

E se lá no final não restar nada além de mim, que eu esteja intacto perante minha própria consciência. Que sobreviva aos devaneios da mente e aos julgamentos severos da  minha própria alma. Pois sei que no final entenderei o por quê da dor de ontem, do alívio de hoje e da esperança no amanhã.

Que no final eu possa ter a certeza de que estou apenas no começo!

Michel Carvalho

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