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Archive for Outubro, 2009

Troca a Troca

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Estava eu em casa, sem nada pra fazer e decidi entrar no orkut e, para a minha não surpresa, lá estava um recado da minha amiga blogueira de todas as horas, madrugadas e palhaçadas, Thaty. A proposta da vez era a seguinte: ela escolheria uma música para que eu interpretasse e ela colocaria a minha interpretação no blog dela e eu faria o oposto colocando a interpretação que ela fez da música que escolhi pra ela aqui, no meu blog.

Pessoal, principalmente as meninas, moças, senhoras e “Matusaléias”, indico o Submundo, blog dela, a todos vocês. Além de ser muito bem redigido e organizado, garante boas risadas!

Bom, a música que ela pediu pra que eu interpretasse foi: Entre a Serpente e a Estrela – Zé Ramalho e, seguindo o mesmo artista, escolhi pra ela a música Garoto de Aluguel. Lembrando que a interpretação que eu fiz encontra-se no blog dela, e a dela você confere agora! Um verdadeira troca-a-troca, mas totalmente seguro e saudável!

 

Garoto de Aluguel

(Zé Ramalho)

 

  Baby! Dê-me seu dinheiro que eu quero viver

 (Dá logo que eu quero viver de luxo)

Dê-me seu relógio que eu quero saber

(Passa o Rolex, não sei ver a hora, mas não quero saber)

Quanto tempo falta para lhe esquecer

(Já esqueci! Quem é você mesmo?)

Quanto vale um homem pra amar você…

(Muita grana meu bem, e você com esse fusquinha tá fora)

Minha profissão é suja e vulgar

(Trabalho no lixão com cinta-liga e desço até o chão)

Quero um pagamento para me deitar

(Pra eu deitar nesse muquifo, tem que pagar mesmo, tá achando o quê?)

E junto com você estrangular meu riso

(Ai nfeliz! Não aperta meu pescoço assim)

Dê-me seu amor, dele não preciso…

(Vou distribuir no mutirão da casa própria)

Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oooooooooh!

(Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Ooooooooocof cof cof)

Baby! Nossa relação acaba-se assim

(Não adianta reclamar não)

Como um caramelo que chegasse ao fim

(Já é injusto isso. Acaba e nem uma balinha eu ganho?)

Na boca vermelha de uma dama louca

(Boca vermelha? Dama? Louca? Sei sei)

Pague meu dinheiro e vista sua roupa…

(Porque ninguém merece ficar vendo você pelado, né enrugadinho da titia?)

Deixe a porta aberta quando for saindo

(E não fecha não, que nesse muquifo não tem tranca direito)

Você vai chorando e eu fico sorrindo

(Para de ser mole, dê risada junto comigo)

Conte pr’as amigas que tudo foi mal (Tudo foi mal!)

(Vai lá fofoqueira, conta que foi esculachada)

Nada me preocupa de um marginal…

(Me preocupa sim, principalmente se o marginal for do time da marginal do Tietê)

Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oooooooooh!

(Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Ooooooooocof cof cof)

 

 

 

                          

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Há Dias

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Há dias em que quero entender menos sobre o amor. Se é que entendo alguma coisa, pois não são raras as vezes em que vejo todos os meus conhecimentos se esvaindo diante a capacidade humana de destruir princípios, fraudar sentimentos e forjar a falsa felicidade de um momento… E tudo isso para quê? Pergunta retórica. Há dias em que eu queria ser menos carinhoso, assim não veria meus gestos sendo encarados como um excesso desnecessário que, por consequência, será desvalorizado; descartado. Simplesmente há dias em que eu queria ser menos eu… Em que eu queria me olhar no espelho sem enxergar um culpado que na verdade não existe.

Como é frustante ser e não ter, dar e não receber seja em todo ou em parte, servir e nada dever esperar… Não importa, ausência é sempre ausência independente da forma com que se caracterize. Ausência de palavras, de gestos, de sentimentos, de corpo, de amor… São todas árduas ausências.
Sozinho em pensamentos mergulho em um mar turvo, mas que me revela o outro lado da realidade. O lado em que algumas coisas são impiedosamente desproporcionais. O quente lutando para deixar ao menos morno o gelado. A certeza buscando eliminar as dúvidas. O amor tentando conquistar uma oportunidade. Duas almas, dois extremos e um final… Bom? Ruim? Como previamente saber? Não sei.
Há dias em que quero falar menos para não correr o risco de ser flagelado por minhas próprias palavras. Um frase pode se tornar uma sentença e um ponto final acaba virando uma interrogação. Quero o silêncio, pois ele expressa calado tudo aquilo que minha boca ironicamente não pronuncia.
 
Enfim…
 
Há dias em que somente quero obter novas saídas para os mesmos problemas e rotas alternativas para o mesmo destino.
 
Michel Carvalho.

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“O amor é uma metade que não nos pertence, mas nos completa”
(Michel Carvalho)
 
 
“Possuo cada vez mais a convicção de que entusiasmar-se demais é um desperdício de vontade e que pemanecer inerte é aceitar de bom grado uma vida que, em si só, já está morta”
(Michel Carvalho)
 
 
“Vivemos numa burguesia emocional em que é simplesmente fácil trocar amor por sexo, pois este é simples e não exige confiança, o que não nos leva às mágoas da decepção”
(Michel Carvalho)
 
 
“Mas, se de tudo há de se ter uma certeza, tenho por certo que o excesso de entusiasmo e a falta absoluta do mesmo, são os dois extremos que distanciam o Homem dos trilhos estáveis que passam pelo caminho instável da felicidade”
(Michel Carvalho)
 
 
“Como sinto saudades do tempo em que não me importava se hoje era segunda ou sabádo, se era dia 1º ou dia 20. Do tempo em que eu só precisava viver e nada mais e que, para viver, só era necessário respirar, sorrir, brincar e engatinhar para onde o coração me levasse”
(Michel Carvalho)
 
“No princípio de minha ignorância e no ápice de minha, hoje já perdida quase por completa, inocência vivi boa parte da minha caminhada pela estrada da vida morrendo de e por amor, deixando ficar pelo caminho os momentos que hoje já não enxergo pelo retrovisor enquanto me perdia pelo acostamento da tristeza”
(Michel Carvalho)
 
 

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Ainda Vale A Pena

Imagem retirada do Google.com

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Eu gostaria de ouvir uma mentira que alimentasse a verdade de que, hoje, amar ainda vale a pena. Uma mentira que me levasse a acreditar que a desconfiança do amor fosse apenas um meio de se forçar a alimentação diária de uma certeza irrefutável. Que não importasse quantas duvidas pairassem sobre nossas cabeças, pois elas jamais resistiriam e seriam sanadas por um simples e inesperado “eu te amo”. Mas falar “Eu te amo” tornou-se vulgar e, sendo assim, por meio da utilização grosseira de tal frase, até mesmo um papagaio ama fervorosamente . Sei que há exceções às regras, como sempre houveram… Difícil é encontrá-las. Mais difícil ainda é acreditarmos que estamos diante uma exceção quando tantas decepções passsadas nos levam a desconfiar até mesmo das mais triviais verdades. Estas que se escondem por detrás do medo temendo a repulsa. Que se flagelam em pequenas meias verdades e formam meias possibilidades e, no final, morrem em forma de meia felicidade.

 
Queria que me fosse cuspido na cara uma razão incontestável e razoável que me levasse a aceitar a maior de todas as contradições que já presenciei: o amor. Algo tão universal, porém aleatório e indiscriminado. A arma de uma única munição da qual nosso coração se vale para acertar um único alvo que parece cada vez mais distante. Mas, se já não fosse difícil o suficiente acertar esse auspicioso alvo com a única bala de que dispomos, também é necessário ser abatido e escolhido por tal alvo. Aqui, o caçador é totalmente dependente da caça e seu consentimento em ser abatido. E é aí, meus caros, que mora a maior contradição e ironia do amor, pois quando atiramos no alvo esperando por ele ser abatido e vivermos duas escolhas em um único caminho, recebemos disparos de todas as direções e horizontes, menos (as vezes arrisco-me a dizer “é claro”) do caminho certeiro e retílíneo que percorreu nossa esperançosa bala. E, se na vida há regras e exceções… Acho que nessa relação amar é a regra e ser correspondido, a exceção!
 
Embora eu tenha por verdadeira a condição imposta e já validada por nós, ora tolos e ora sábios humanos, de que o amor é uma busca por uma metade que não nos pertence, mas nos completa, acredito nas exceções. Acredito que eu possa ser uma exceção… E mais, acredito que podemos fazer da exceção a regra e, da regra, a exceção. Então, seria simplesmente possível fazermos do amar, a regra e, do ser correspondido, a consequência.
 
Gostaria de ouvir as mentiras para ter a chance de expor as verdades… Pois agora sei que amar vale a pena!
 
Michel Carvalho.

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Um dia me disseram que sonhar é besteira. Que os sonhos eram apenas uma doce utopia e nada mais do que isso. Que da mesma forma que Papai Noel e Fadas Madrinhas não existem, alguns sonhos também são impossíveis, meras fantasias que jamais chegaremos a realizar, e que pensar nelas seria se castigar por toda uma vida alimentando uma esperança que não deveria nem ao menos ter nascido. Mas eu não acreditei!

 
Sonhar é mais do que fantasiar um desejo. É mais do que o expressar silencioso do inconsciente. Sonhar é manifestar vontade de viver, é o combustível que te leva a caminhar para algum lugar quando tudo o mais lhe parece cada vez mais sem sentido. Sonhar é criar dentro de você uma verdade indestrutível a qual ninguém poderá se opor e destruí-la. E eu sonho! E faço dos meus sonhos as minhas mais irrefutáveis verdades.
 
O que seria uma vida sem sonho? O que seria viver sem sonhar? Talvez fosse o ato de se locomever no tempo sem carregar consigo nenhuma expectativa. Uma aceitação do que viesse e fosse, seja bom ou ruim. Um presente desligado do passado e totalmente despreocupado com o futuro onde nada se espera, pouco se busca e tudo se aceita. Um lugar onde coincidências não existem e tudo já está devidamente traçado. Um mundo aleatório. Um mundo  que me recuso a habitar.
Em que é mais absurdo acreditar? Na impossibilidade de um sonho que extrapola a racionalidade do imaginável ou na teoria do “viva sem se preocupar, pois tudo já está determinado e será como deve ser”? Prefiro viver na luta diária para transformar o impossível em possível do que pairar sobre a inércia de uma vida que independe de minhas vontades e ações, na qual a história nem mesmo começou e já possui um final definido. Não, eu não aceito isso. Jamais! Meu destino é mudá-lo e meu sonho é vivê-lo.
Por mais que meus sonhos pareçam inalcançáveis e minha sanidade seja cada vez mais questionada eu vou continuar cultivando minhas próprias verdades e fazendo da minha loucura o caminho mais rápido para comprová-las e mostrar que a palavra impossível é apenas um antônimo sem significado.
 
Deixo aqui um humilde conselho: sonhem! Sonhem de olhos fechados ou de olhos abertos, mas sonhem. Cultivem suas próprias verdades e façam delas uma realidade. Busquem acreditar que para tudo há um propósito e para cada sonho um caminho. E siga-o, independente do que lhe disserem, do que lhe argumentarem e do que tentarem lhe provar… Lembre-se da irrefutável verdade que te trouxe até esse caminho e não se permita desistir nem desacreditar. E, se no final você notar que a realidade não está exatamente como no sonho, lembre-se que foi graças a ele que provavelmente você teve uma história pra contar, um momento pra narrar, um motivo para acreditar e uma razão para viver!
 
“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez” – (Jean Cocteau)
 
Michel Carvalho

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Antes de mais nada e de ser perseguido por vocês, mulheres que tanto amo e venero, quero apresentar antecipadamente os argumentos de defesa sobre as possíveis acusações que receberei, ou não, no final deste post.

 
1º – Não sou adepto de nenhuma tendência ou pensamento machista;
2º – As afirmações que aqui serão expostas foram delicadamente observadas em pelo menos 70% das mulheres que conheço;
3º- É garantido por Lei o direito de expressão! há
 
Bom, indo ao que realmente interessa:
 
A verdade é que vocês mulheres jamais serão libertas! Curto, grosso, objetivo e preciso.
Vocês lutam e clamam por liberdade, forjam a desejada independência e fomentam possuir os homens jogado aos seus pés de prontidão para servi-las. Mentira!!! Melhor, talvez apenas uma meia verdade e nada mais do que isso.
Na realidade vocês querem ser a caça, o alvo de nossas incansáveis perseguições. Vocês gostam desse jogo e fazem de nós, caçadores, a isca. Desavisados, porém despreocupados, caímos de bom grado e de olhos vendados nas mais provocantes armadilhas que nos são postas implícita e explicitamente. Caímos e gostamos da queda, da sensação de risco e do prazer da aventura. Mas, já dizia o sábio ditado popular “um dia é da caça e o outro do caçador”. Somos sim os “caçadores-iscas”, mas estamos munidos com armas e manhas capazes de atingí-las fatalmente e deixar marcas permanentes. E é exatamente isso que vocês anseiam todos os dias de suas vidas: serem atingidas pelo tiro certeiro vindo do mais feroz dos predadores, aquele que arrematará esse coração que um dia vocês pensaram ser forte, mas que é tão delicado e frágil quanto o mais leve e puro dos cristais. E aí, esqueçam o sonho de liberdade, pois suas almas suplicarão pela escravidão. Lutarão para se tornarem escravas daquele amor único, daqueles beijos quentes que lhes tiram o chão. Não saberão mais viver sem a presença daquele andar desengonçado e modo grosseiro de se portar. Todos os dias farão questão de verificar se as algemas estão bem presas em seus pulsos e se esse cárcere continua resistente mesmo depois de tanto tempo. Nenhum dia será mais o mesmo se nossas mãos fortes e indelicadas não as envolverem em um abraço forte. E, acreditem em mim, agradecerão todos os dias por esse modo especial de escravidão sem a mínima possibilidade de carta de alforria.
Quanto ao desejo de nos possuir jogados aos seus pés, não posso negar que estaremos lá, submissos e eloquentes. Pois somos os caçadores que idolatram as presas. Somos fortes e implacáveis durante a caça, mas ficamos inexplicavelmente fracos e bobos diante a presa abatida. Inexplicavelmente vocês fazem com que persigamos todos os dias aquilo que já possuímos, mas que queremos reconquistar a todo momento. Talvez seja apenas para demarcarmos terreno ou, quem sabe, para provarmos a nós mesmos que somos eficientes e arrebatadores. E vocês gostam disso, não se enganem!
Vocês mulheres pensam estar buscando a liberdade quando na verdade querem se submeter, não com a inércia de uma doméstica, mas com o domínio de uma droga viciante. Ah, e nós nos dopamos, ficamos inconscientes, perdemos a noção dos riscos, erramos o caminho, mas voltamos sempre em busca da nossa única cura; da dosagem certa dessa substância volátil que nos leva a cometer os mais sensatos dos devaneios e a concluir as mais incertas das certezas. Mas ainda sim somos os caçadores e vocês a caça. Somos os senhores e vocês as escravas.
 
Michel Carvalho.
 
 

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Possuo cada vez mais a convicção de que entusiasmar-se demais é um desperdício de vontade e que pemanecer inerte é aceitar de bom grado uma vida que, em si só, já está morta. A vida tem sido cada vez mais complexa perante os nossos precários conceitos e menos justa diante o nosso particular julgamento.

Já se passaram tempos e eras. E toda aquela beleza vislumbrante que meus avós um dia narraram terem descoberto na vida, já se encontra, hoje, envelhecida e cansada. Não que eu esteja sendo pessimista ou caótico, mas o fato é que nem tudo se trata de uma piada da qual saímos por ae aos risos e gargalhadas, satirizando as desgraças que, no final das contas, não são tão hipotéticas e irreais como relatam os ditos engraçados. Pois agora sei que padres também [co]metem safadezas; que na maioria das vezes o amor é um jogo de “minta e conquiste, seduza e destrua”; que o Ricardão existe e não é tão insano assim querer procurá-lo dentro do armário ou guarda-roupas e que, em um momento de alta embriaguez, um homem pode chegar à conclusão mais inteligente, sensata e certa de toda a sua vida.
Fazer grandes planejamentos é arriscar-se a estar cavando um enorme poço de ilusão crente de que estará, em breve, mergulhando no mar do sucesso. Prefiro gastar meu precioso e escasso tempo agindo ao invés de fazendo planos… Pelo simples fato de que não sei nem do meu minuto seguinte, quem dirá do amanhã!?
Acredito piamente que a água já foi mais pura; as piadas, mais engraçadas; o amor, mais inocente; as pessoas, mais felizes e a vida… Ah, esta com certeza já foi mais bela. Não que eu tenha desistido de viver ou de encontrar beleza nesse breve percurso. Não! Simplesmente acho que, enquanto estamos ascendendo rapidamente materialmente, estamos decaindo emocionalmente. Algo tão tolo só poderia ser “tão humano”.
Vivemos numa burguesia emocional em que é simplesmente fácil trocar amor por sexo, pois este é simples e não exige confiança, o que não nos leva às mágoas da decepção. O sexo também não exige sentimentos, o que nos priva de sofrer com o risco eminente da ilusão. Exige apenas, para os que amam a si próprios, prevenção, e isso não custaria mais do que R$3,00, na mais simples das alternativas. Nunca foi tão barato se esquivar do sofrimento e ainda ganhar um momento de prazer. Pena que isso não é felicidade, não para mim!
O amor? Ah, o amor pode ser caro e nos cobrar o incalculável preço do abandono, da não correspondência e do anonimato de quem fez de tudo para ser visto. Mas ainda sim prefiro mil vezes sofrer na busca da felicidade do que me dopar de prazeres ligeiros para disfarçar o medo de arriscar a arriscar-se.
Mas, se de tudo há de se ter uma certeza, tenho por certo que o excesso de entusiasmo e a falta absoluta do mesmo, são os dois extremos que distanciam o Homem dos trilhos estáveis que passam pelo caminho instável da felicidade.
 
Michel Carvalho
 

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