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Archive for Novembro, 2009

Viva A Vida…

Imagem retirada do Google.com

Vida, essa estrada de mão dupla sem acostamento onde se segue em frente ou será, em algum momento, atropelado. Um caminho breve, mas cheio de curvas. Passeio a qual nos dispusemos encarar sem um mapa, sem um roteiro, sem a certeza do destino final. Um ponto de partida às escuras.

E nesse percurso vamos vivendo sem saber ao certo qual o significado de viver. Aprendemos a engatinhar e a pedir, e isso faz de nós humanos libertos, mas dependentes. Podemos ir a qualquer momento para onde quer que seja, mas não antes de termos um motivo… Aprendemos a querer ter razão e valermos dela até mesmo quando não há possuímos. Erramos achando estarmos certos e beijamos acreditando sermos amados. Misturamos realidade com fantasia sonhando com a combinação perfeita. Mas qual seria ela? O amor perfeito entre seres iguais, mas tão distintos? O equilíbrio entre o leve e o pesado formando o sustentável? Ou quem sabe a verdade fazendo da mentira algo tolerável?
E, ainda sem sair da estrada, vamos procurando as placas e sinalizadores que nunca existiram. Uma tola mania de querer saber antes de conhecer, de colher antes de plantar e chegar antes mesmo de sair. E para onde vamos? Quase nunca sabemos e somos tomado pelo medo de permanecer no mesmo lugar e sermos deixados para trás. É aí que cometemos os mais tolos, porém compreensivos, erros. Erramos por medo, por amor, por inveja, por insensatez… Erramos sem nem perceber.
Cobramos tanto da vida e no final tudo o que queremos e desejamos é que ela tenha sido feliz. A verdade é que nos contentamos com pouco, só não sabíamos que esse pouco nos custaria muito.
Por quantas vezes nosso sorriso não custou uma lágrima alheia? Será que você sabe e entende que o seu sonho mais simples pode lhe custar uma vida inteira? Que o seu sucesso às vezes custou o fracasso imerecido de alguém e que, aceitando ou não, a culpa foi sua? Será que é preciso falar do quanto nosso “amor” já nos custou? De quantos sonhos ele assassinou? Acho que não. Cada um sabe o preço que está disposto a pagar. Mas a pergunta será sempre a mesma: vale a pena? Se valer pagaremos até com a alma se preciso for. Talvez seja por isso que eu amo com a alma, porque vale a pena.
Nunca me disseram que viver seria fácil, mas nunca ninguém entendeu porque é assim tão difícil. Viver ás vezes dói. Machuca ainda mais quando vivemos com a dor da vida que se foi, que nos tiraram. Quando vivemos sem saber a que vida pertencemos. Mas, ainda sim, a vida é prazerosa e não devemos reclamar dos infortuitos, pois eles só nos engrandecem.
Portanto, falando de vida e adaptando-se a ela, quero viver independente das dores, tormentos e sofrimentos que inevitavelmente terei que enfrentar, pois sei que as alegrias e recompensas valem a pena. Nenhum tropeço paga o prazer de reerguer-se, nenhuma dor pode ser maior que o amor que me regenera e nenhum sofrimento se compara à alegria que tenho de viver.
 
“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”
 
Texto dedicado à uma grande amiga a qual guardo um enorme carinho e amor, e a quem agradeço pelos momentos únicos e insubstituíveis que me presenteou. E se minha vida vale a pena é graças a pessoas amigas e companheiras como ela…
 
Pra você, Daniela Maria Ducatti Formaggio, com muito amor.
 
Michel Carvalho.
 
 

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E Que Valeu A Pena…

 

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Uma simples resposta ao perfeito texto de Mário Quintana…

 
Não quero alguém que morra de amor por mim, pois ninguém o fará. Nem devem fazer.
Não é que eu não mereça, mas simplesmente não preciso.
Só preciso de alguém que me faça sorrir e esteja pronto a entender minhas lágrimas.
Um alguém que entenda o meu olhar quando eu não puder me valer das palavras.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo. Não se mede, tampouco se julga um sentimento.
Espero apenas que me ame e não se restrinja aos paradigmas, às frases prontas e articuladas.
“Te amo” é uma frase. Abraço é um gesto. Eu prefiro as combinações.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que eu gosto, gostem de mim… Mas exijo respeito.
Não espero fazer a falta que elas me fazem, mas espero, em algum momento, ser lembrado
 
Lembrado pelo o que sou e represento, não pelo o que possuo e ofereço.
Só quero que meu sentimento seja valorizado, ainda que não seja correspondido
Tudo bem se não me amarem, mas que valorizem o afeto que dedico sem nada cobrar
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém… e poder ter a absoluta certeza de que
esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Quero despertar da imaginação e encontrá-la quando abrir os olhos. Quero acreditar que ela esteve ali
o tempo todo, e que só me bastava abrir os olhos e enxergar…
Quero ter a certeza de que fiz o meu melhor e acreditar que se não foi dessa vez é porque há algo melhor
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou,
não pelo que tenho. Na verdade eu queria entender o que se tornou o valor.
Que esse alguém me veja como um ser humano completo, ainda que minhas falhas estejam explícitas
Que me veja como alguém que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona
Que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele, embora
Ele seja como uma criança: destrambelhado, inocente, ora pacífico e ora agitado.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude
Para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo
Que esse alguém perceba que amar é fácil de olhos fechados
Mas que só é real quando o fazemos de olhos abertos.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer,
Quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe e que eu o sinto.
O sinto em cada manhã, a cada sorriso de esperança, em cada abraço de consolo e afeto.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
E se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Quero poder acreditar que a cada novo dia terei a chance de um novo recomeço sem perder a trilha que já percorri
Que errar faz parte do percurso e que o importante não é chegar, mas sim caminhar
E viver intensamente cada paisagem, cada parada, cada alegre retomada.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Que eu saiba viver o prazer do “sim” e aprender com as lições que um “não” proporciona.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa,
de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Queria poder acreditar nas palavras quando elas me fazem se sentir único…
Queria saber quando elas são só palavras e nada mais e queria não me magoar ao descobrir isso.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…e que valeu a pena!
E que valeu a pena…
 
Michel Carvalho

 

 

 

 

 

 

 

 

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Apenas Eu…

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Lá fora o caos se instaura e, aqui, eu continuo rindo
Dominei minhas feras e estou, pela primeira vez, no controle
Porém não sei qual é o próximo passo
Se avanço ou paro,
Se me ausento ou faço…
Na dúvida, permaneço inerte
E a vida vai passando sem pressa… Andando
 
Controle descontrolado
Onde por mim tudo passa e pouco fica…
Encontro-me atualmente em pedaços
Juntando os fragmentos…
Ironizando meus próprios tormentos
 
Mas, mesmo aflito pela indecisão, continuo sorrindo
Tudo me parece divertido e insano
Mesmo sendo explicitamente caótico
Talvez porque eu tenha aprendido por engano
A ser da loucura, um protótipo
 
Corro e tropeço…
Levanto-me e recomeço…
A vida é um percuro misterioso
E eu não vou parar… Não vou
Que me venha a noite trazendo meus medos
Mostrando-me quem sou.
 
Seja eu um eterno sonhador,
Um louco iludido
Ou um insano apaixonado… Não importa
Ainda serei uma gota de dor
Um sofrimento banido
E um medo perdoado…
 
Serei o menino que pouco cresceu..
A alma que ainda não pereceu..
O amor que renasceu..
E a esperança que não morreu..
 
Não serei João Bosco, nem Maria das Dores
Serei integral e lucidamente apenas eu…
 
Michel Carvalho
 
  

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Dia Após Dia

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Vou seguindo em busca de paz, atrás de um alento para a minha alma que ora flutua no ar como uma pluma e ora rasteja em qualquer superfície como uma cobra. Uma alma contraditória que não aceita a calmaria de uma paz silenciosa nem se contenta com o turbilhão advindo do agito de um sentimento incompreendido. Vou seguindo e me perdendo, insistindo e sobrevivendo. Dia após dia olho para trás e conto as migalhas de mim mesmo espalhadas pelo chão, sorrisos que deixei pelo caminho preocupado com a incerteza da conexão lógica entre o presente, o passado e o futuro. Da onde vim? Para onde vou? Não sei e nem me importa saber. Quando não se há para onde trilhar qualquer caminho serve, qualquer beco sem saída nos faz acreditar ser um túnel no qual logo mais veremos a luz da saída.
 Minha origem é um mistério e meu derradeiro destino será sempre uma incógnita. Ao meu ver, é aí que reside o grande prazer da vida: a oportunidade de desfrutá-la segundo após segundo tendo a certeza de que os mistérios jamais acabarão, sabendo que o hoje é a aventura e o amanhã poderá sempre ser uma nova alternativa, um nova rota, a chance de um início para um novo final.
Maravilhado até mesmo com aquilo que jamais chegarei a ser, somente porque não quero ser e nenhuma razão mais, vou seguindo em busca de fôlego para trilhar por sobre cada caminho, para ver de perto a loucura e me banhar de cultura; sorrir com esperança e conseguir enxergar o amor nos olhos ainda cintilantes de uma criança; viver um momento intenso de felicidade e poder ter a satisfação de ser amado, ainda que por instantes, mas que estes sejam verdadeiros; vestir-me de papai noel e terminar a jornada ainda sonhando com o céu e uma recepção sob a companhia dos anjos e suas harpas de som doce. E assim eu vou… Vivendo, aprendendo, crescendo, renascendo… Dia após dia.
E então vou seguindo… Seguindo atrás da certeza e na frente da dúvida. Não permitindo que este alcance e vença aquele. Vou duvidando da felicidade eterna, mas acreditando que ela é possível. Pondo a prova as juras de amor, mas crente de que serei completo por elas. Chorando por duvidar, mas sorrindo por ainda sim não deixar de tentar jamais, passando por cima de qualquer intempérie. Observando, desejando, caminhando, tropeçando, levantando, acreditando, conquistando… Dia após dia.
Haverei de sempre seguir em busca de um objetivo, de um sorriso, de um motivo. Haverei sempre de seguir… Plantando, colhendo, semeando, escolhendo, servindo, pedindo… Dia após dia.
 
Michel Carvalho.
 

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À Espera…

esperando

Imagem retirada do Google.coom


Hoje, ao chegar em casa, liguei o lap top e entrei no Messenger. Tive um dia exaustivo e queria encontrar alguém online que me proporcionasse um papo discontraido e que me fizesse sorrir um pouco. Mas aconteceu exatamente o oposto! Uma amiga me chama para dar a triste novidade de que seu namorado rompeu a relação. Percebi, então, que meu papo descontraido teria que ficar para uma próxima oportunidade, para um outro dia exaustivo. Sendo assim, na tentativa de consolar com palavras esta alma que agora chora, dedicarei esse post à essa amiga. Luh, no final tudo dá certo!

 
Você, por outras vezes, foi vítima da ilusão. Acreditou na veracidade e intensidade dos sentimentos mesmo sem as confirmá-las e, assim, despencou no chão em plena decolagem nesse vôo de amar, ou de achar estar amando. E quem nunca passou por isso? Quem nunca se iludiu ou se viu traído pelos próprios sentimentos ou pelos alheios? Então você chorou por mais uma decepção. Mas aí você ligou o som, ouviu uma bela canção de reggae e percebeu que nem mesmo uma decepção é forte o suficiente para abalar a esperança em um futuro melhor; um sonho maior; um final feliz. Porém, seus pensamentos se deslocam até ele sempre que aquele cheiro tão particular inunda a atmosfera ao seu redor; seu corpo se arrepia quando subitamente sua mente se recorda de momentos inesquecíveis e seu coração pulsa ao perceber que, ainda que não seja “o” amor, é algo que te abala fortemente quando o nome dele é pronunciado.
E você procura uma saída que não passe pelo caminho que a leva diretamente a ele. Procura por um refúgio, uma distração, um remédio para essa dor que só passa quando o ausente se torna presente. Assim, você vai vivendo de esperança e expectativas a espera de um sinal que represente uma possível volta do amor distanciado. Mas será que ele volta? Será que realmente se tratava “do” amor?
Então, consciente de que é livre, mas sentindo-se necessariamente presa, você começa a pensar no que ele pensa, no que ele acha, no que ele sente e no que ele verdadeiramente quer. Pena que talvez você jamais tenha certeza das certezas de quem ama, ao meno agora. Por quê? Porque somos bons em sentir, mas péssimos em demonstrar… Porque temos medo, porque temos vergonha, porque somos tudo e nada ao mesmo tempo.
Ele está lá, em algum lugar com algum pensamento. Sua mão não o toca, mas seus pensamentos o alcançam. Ele sabe que você a ama, pois sua espera já o provou isso. Mas e ele, a ama? Você espera enquanto ele mantém o silêncio entre vocês. Pode ser um conflito interno que ele precise resolver, uma certeza que ele necessite perceber ou um medo da qual ele tem de se livrar. E você, apaixonada e esperançosa, espera… Dorme na esperança de sonhar com um final feliz e acorda na expectativa de viver o mesmo sonho, mas podendo tocá-lo e sentí-lo junto a você.
Mas, no findar de tudo, no esgotar das possibilidades e no desfecho da história, seja qual for o seu final, uma certeza há de ficar: a de que você foi fiel ao que sentiu e se entregou às razões incompreensíveis do sentimento. E, se um dia ele te pertenceu, ele trará a você o calor de um abraço.
 
Michel Carvalho 
 

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Entre Farpas e Rosas

rosa vermelha

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Confio desconfiando
Amo ora avançando, ora recuando
E, como se não bastasse tanta insegurança,
Vejo-me sorrindo chorando.
 
Iludo-me acreditando
Entrego-me negando
E, inflando-me de falsa sabedoria,
Calo-me falando
 
E, assim, vou buscando respostas
Para as perguntas que eu nem sei quais são
Caminhando por entre farpas e rosas
Embriagando-me com falsa satisfação.
 
Talvez seja rústico esse meu jeito de ser
Ao qual nem tudo que sobra é amor,
Ao qual nem tudo que falta é fé.
Onde uma tênue linha separa o viver do perecer
Por onde ando e me equilibro
Tentando permanecer de pé.
 
Busco o caminho certo
Para os meus passos errados.
O amor perfeito
para o meu coração calejado
E um consolo verdadeiro
Para o meu sentimento há muito extraviado…
 
Então…
 
Vou trilhando, sorrindo, chorando, acreditando, quem sabe amando
E vivendo, querendo, sofrendo, cedendo e, quem sabe, aprendendo.
 
Michel Carvalho

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Ser ou não ser…

ser ou nao ser

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Baseado no ainda curto caminho da breve vida que percorri e nas experiências vividas por gloriosas pessoas que se encontram nessa imprevisível estrada de mão dupla a bem mais tempo que eu, acabei por conluir que durante todo o caminhar de uma vida nós, almas em uma incessante busca sem fim, somos tudo o que nos é permitido ser, mas raramente somos nós mesmos.

Na necessidade de alimentar um ego quase destruído de alguém que se flagela em pequenos pedaços de si mesma perante nossos olhos nos tornamos o melhor conselheiro, ainda que receitemos fórmulas e doses as quais jamais nos sentiríamos capazes de usar. No desejo de se ter uma companhia e mantê-la ao nosso alcance sempre que necessário e desejado seja, acabamos por nos transformar no melhor amante, enfatizando virtudes, demonstrando qualidades e proporcionando prazeres  que nem sempre nos pertence, apenas os emprestamos de um livro de auto-ajuda qualquer e logo em seguida, após a conquista, os trancafiamos em um espaço vago de nossas almas até o dia em que alguém nos traga a certeza de que vale a pena resgatá-los, ou inventá-los. Por vezes, no intuito de se destacar por algo que, na crua e pouco admitida verdade, se trata de um destaque perante alguém pouco importando em que, nos tornamos o melhor profissional, ainda que não estejamos atuando na área de nosso interesse… Ainda que por muitas vezes adoramos o que fazemos, amamos quando provocamos a admiração de quem observa e a inveja de quem não consegue, ao menos, se igualar. Temos, inquestionavelmente, a implícita necessidade de sermos, e fazer com que os demais saibam que somos, superior em algo.
Ainda vagando nessa imensidão de disfarces e fantasias que vestimos até mesmo sem saber ou querer vestir, noto o que perco e deixo de ganhar nessa vida onde, ora sou quem sou e ora sou quem meu chefe gostaria que eu fosse, quem minha namorada desejasse que eu fosse, quem minha mãe pensa que sou, quem a sociedade do lado de fora dessas quatro paredes afirmam que sou. Perco a minha identidade, as glórias verdadeiras e as críticas que realmente serão construtivas em algum oportuno momento, entretanto, ganho o desejado cargo profissional, o beijo caliente de uma namorada – mesmo sabendo que o beijo quente foi o merecimento por algo que não fiz e por qualidades que, na verdade, não possuo. Então entendo que todos os meus ganhos e as minhas percas advém de uma escolha entre ser ou não ser quem sou; de fazer por vontade ou elaborar por segundas intenções; de beijar por amor ou por interesse; de lutar porque devo ou por simplesmente adorar uma briga… Embora eu saiba que em todo e qualquer caso eu posso ser o que sou e não sou ao mesmo tempo, apenas usando de minhas “meias-verdades” e vagando inteligentemente por entre os extremos.
O que nos acontece nunca é da forma que queremos, talvez seja por nunca querermos tomar decisões, pois sabemos que estas nos levam a sacrifícios. O fato é que bem ou mal, sendo ou não sendo quem somos, todos os minutos da vida nos remetem a uma experiência única e que, ainda que não agrade a nós ou a quem conviva com nossas, vezes verdadeiras, vezes falsas atuações, veremos que no final foi melhor do que poderia ter sido. Tenho a forte convicção de que nos dirigimos para um bom final, ainda que executando um péssimo começo… Pois é possível reparos no meio.
Enfim, concluo que nada mais somos do que peregrinos da ocasião, esta que nos leva a agir de forma espontânea ou atuar no tapete mágico que se estende diante dos nossos olhos nos mostrando um mundo distante, mas que está a nosso alcance e que passa pelas nossas vidas.
 
Ser ou não ser… Eis a momentânea decisão!
 
Michel Carvalho
 
 

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