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Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

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Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 10,000 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 24 747s cheios.

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The busiest day of the year was 22 de Junho with 139 views. The most popular post that day was Eternamente Carol.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram orkut.com.br, google.com.br, twitter.com, formspring.me e tairanecolen.blogspot.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por vida, morango, reflexão, galaxia e encruzilhada

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Eternamente Carol Outubro, 2009
9 comentários

2

A Vida e Suas Oscilações Maio, 2009
15 comentários

3

Por que amar? Maio, 2009
16 comentários

4

Um Momento de Reflexão Julho, 2009
20 comentários

5

Sentimentos… Maio, 2009
26 comentários

Imagem retirada do google.com.br

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Em certos momentos paro e me pergunto da onde se origina essa minha particular filosofia e pensamentos que me levam a tão peculiares conclusões. Sou apenas um recém-adulto que aprendeu desde pequeno a arte de indagar. Questionamentos incessantes que me atordoam os pensamentos, mas muitas vezes apaziguam minha alma. Todos necessitam de uma palavra de conforto ou de uma crença que os levem a seguirem em frente. Sou um eterno curioso que não se contenta em somente ver o resultado final, me importo com a origem, com o meio, com os erros que foram cuidadosamente ocultados pelo caminho na tentativa de se conquistar um status de perfeição… Esta que jamais existirá. Às vezes sou chato, em outras sou somente indiferente, mas em alguns momentos consigo ser fascinantemente coerente. Tenho meus dias de teimosia, minhas horas de loucuras e alguns segundos de insanidade, mas possuo a dádiva de ser exatamente como sou sem a necessidade de me mascarar para agradar um mundo que não se importa com quem você realmente é, mas como se apresenta. Sim, infelizmente aqui o rótulo vale mais que o conteúdo.
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Minha mente é um turbilhão de pensamentos no qual alguns me atropelam, entretanto, há sempre outros prontos a me resgatar devolvendo-me o equilibrio. Não sou filósofo nem gênio, tampouco sábio. Sou simplesmente aquilo que a ocasião me permite ser enquanto luto para me tornar o melhor que minha mente consegue idealizar. E nesses vai e vem da vida vou curando as feridas das quedas, pois embora tenha tropeçado inúmeras vezes, jamais fiquei imóvel ao chão… Não que eu seja forte ou inabalável, mas porque sei que a vida é muito mais do que um tombo e que o tempo não pára esperando que eu me recomponha. recomponha. Não adianta juntar os cacos, eles serão sempre o resto ou o excesso, a solução é viver com o cristal  intacto de alma que sobra… E continuar fazendo dele seu maior tesouro, seu bem inviolável com o passar dos tempos e das tempestades.
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E, ainda sim, continuo sem me entender por completo. Sou um mistério até para mim. Ser transparente e misterioso é o meu paradoxo. Às vezes compreendo um sorriso, mas não compreendo uma lágrima e vice-versa. Aliás, chorar nunca foi uma demonstração de força, porém jamais encarei isso como um sinal de fraqueza. Eu choro! Choro pelas besteiras e pelas complexidades… Choro com o que me emociona e me fere. Choro e ainda sim não me vejo como um deprimente, fracassado ou impotente… Vejo-me como um ser humano que não se conhece por completo, mas que se assume por inteiro.
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Indagações, dúvidas, teorias, pensamentos, convicções, certezas, anseios, receios, tudo e nada, muito e pouco, desejo e repulsa… minhas complexidades.
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Acho que se um dia eu sair desse meu estado parcial de ignorancia tudo o mais perderá seu sentido, a vida não é nada sem a possibilidade de descobertas. Não há surpresas no conhecido, tampouco emoção no que já foi desfrutado e esmiuçado.
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Nem todas as surpresas são boas, mas nem todos os desastres causam prejuízos. Depende da forma como você visualiza e pensa!
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Michel Carvalho

Qual O Meio Termo?

Imagem retirada do google.com.br

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Qual o meio termo?

Uns dizem que não devemos viver para satisfazer os conceitos e pensamentos alheios, já outros pregam que é importante se enquadrar dentro de alguns parâmetros pré-estabelecidos por alguns ditos “sábios”. Qual o meio termo?

Sou livre para expressar meus pensamentos, mas estes hão de serem filtrados ou terei que arcar com as conseqüências da minha racionalidade. Qual a liberdade?

Tenho na voz o poder de derrubar muros da moralidade e destruir pontes que levam o nada a lugar algum, mas que são vistas como o caminho da razão, pois alguém assim nos convenceu, entretanto sei que serei silenciado pelo macro poder e minha voz será somente um som abafado em meio aos gritos do falso patriotismo. Qual o caminho?

Somos proclamados iguais sem distinção de raça, sexo, credo e ainda sim nos vemos tão distintos do nosso irmão mais próximo. Convivemos com o tudo e com o nada e nem sempre sabemos a qual lugar pertencemos, se é que possuímos um lugar ao qual podemos chamar de nosso. Enxergamos da nossa janela a riqueza e a miséria, entretanto nada fazemos além de observar e esperar por dias melhores… Somente esperar. Qual o sentido?

Diariamente assistimos ao malabarismo dos homens de bem que tentam se manterem equilibrados em cima de sua própria sorte. Às vezes caem, mas não desistem. Porém, do outro lado do quadro, avistamos a performance dos palhaços de terno; homens da elite; destaques do horário nobre cujo único esforço é o de saber ilustrar um sonho e nada mais. Às vezes não conseguem, mas quem disse que precisa? Então, qual o verdadeiro negócio?

E aqui estamos, misturados e perdidos, buscando um motivo e uma razão para seguir adiante, para nos corrompemos menos e tentar entender qual a verdadeira razão disso tudo; desse palco de firulas ao qual atuamos involuntariamente. Fazemos parte do conjunto da obra e não há como fugir do nosso papel, ainda que não saibamos qual é, e mesmo assim já estamos o exercendo.

A liberdade nada mais é do que um espaço vago entre um limite, nele você é, ou ao menos deveria ser, “livre”, sim, com aspas, pois ainda não sei o que é uma liberdade pura.

O meio termo é a tênue linha que divide a escassez do exagero, uma linha quase imperceptível a qual quase nunca conseguimos trilhar por cima. Talvez por não sabermos dosar nossas necessidades e desejos, talvez por tudo ser ridiculamente simples que não conseguimos nem mesmo imaginar.

O caminho ainda é incerto, são tantos, porém em todos haverá um retorno disponível, basta que se atente às sinalizações e entenda aonde realmente quer chegar. O caminho precisa ser compatível com o sonho… Sempre.

O verdadeiro negócio é buscar ser feliz sempre, sem medo dos erros, dos tropeços e das vozes que lhe julgarão; dos obstáculos que colocarem a sua frente. Você é a sua disposição e o seu querer.

Michel Carvalho

Eterna Necessidade

Imagem retirada do Google.com.br

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Que seja eterna minha capacidade de amar perante a brevidade da vida
E que mesmo diante de um sonho estilhaçado eu não perca a fé, tampouco a esperança
Que dentre as lições que a vida nos ensina eu aprenda a de que ela é mais do que uma frustração
E que chorar por uma decepção é perder o precioso tempo de uma nova história… ainda que breve
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Já não conheço minha identidade, mas respondo a qualquer chamado sincero
Não conto mais o tempo nem os segundos, mas ainda sim espero
Vivo e tão somente vivo… Sem fórmulas
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E, mesmo assim…
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Que seja eterno o meu amor… ainda que ele, ao longo da vida, se fragmente
Mas que cada migalha seja exatamente a necessária, que não sobre nem falte
Que um pedaço do meu eu preencha cada alma à qual me dediquei amar
E se no final eu for traído, que aquela centelha de amor doada não me faça falta
Nem me destrua… não, não me destrua
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Pois aprendi…
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Que as dores são apenas um método de aprendizado
Uma forma dolorosa, porém, às vezes, necessária de se entender
E ainda sim, as dores se amenizam…
Mas se ficar a ferida… Com o tempo elas se cicatrizam
E por fim restará tão somente uma pele com uma pequena marca
Um sentimento escondido em uma pequena lembrança
Um passado guardado em uma caixa
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Porém… Que seja eterna minha capacidade de amar
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Michel Carvalho

Tão Simples…

Imagem retirada do google.com.br

Apesar do meu notável conhecimento sobre as coisas que regem esse mundo por fórmulas, teorias e ações, desconheço de onde se origina essa repentina tristeza. Transformo matéria-prima em arte através de minhas mãos que realizam uma alquimia barata, porém admirável. Entretanto, não encontro meios simples de modificar minha expressão solitária dando vez a um sorriso despreocupado. Eis diante de mim a vida e seus dilemas, um palco de atrações mistas, as quais nem todas as mágicas são previsíveis. E eu, sou apenas um mero coadjuvante, aprendiz de mágico, que tenta tirar da cartola um sonho, alguns confetes e, quem sabe, meu sorriso escondido. Mas, se ora estou a protagonizar o espetáculo, ora estou a ser dele o espectador torcendo avidamente pelo seu surpreendente desfecho.

Não adianta buscar plenitude em uma vida que não lhe permitirá ser coeso durante todo tempo. Nessa estrada você irá derrapar e alguns rodopios serão inevitáveis. A diferença está em como cada um retoma o controle da direção. Porém, muitos se deixam sair do caminho e escorregam para seu particular abismo… Uns o chamam de carma, outros de destino, mas eu o denomino de fraqueza. A vida é um caminho instável cheio de aclives e declives em meio às curvas fechadas que não nos permitem saber o que está adiante. Mas, se queres saber mais sobre a vida, então a viva ao invés de questioná-la.

Essa repentina tristeza me envolve e, aos poucos, me consome, entretanto é algo necessário que só entenderei mais adiante, no final da próxima curva. Não acredito no acaso, tampouco na coincidência, a vida é cheia de minúsculos detalhes, estes que nem sempre somos humildes o bastante para percebê-los. Se engana quem acredita que a vida é complexa. A vida é um percurso árduo, porém simples, onde cada percalço enfrentado no início de um inesperado aclive será recompensado no final do mesmo. Ao meu ver, não há que se falar em infelicidade, pois a felicidade é muito mais do que sorrisos, ela também compreende as lágrimas, as dores, os medos… No final das contas tudo será uma somatória e cada ítem será de fundamental importância. Sei que às vezes um sorriso custa uma lágrima alheia, porém esta será consolada e, por alguém, valorizada. Acredito que a vida seja uma balança de contra-peso desproporcional, mas que no final acaba, inexplicavelmente, se esquilibrando.

Um dia estarei com meus cabelos grisalhos, minha pele enrugada e, provavelmente, sentado em uma cadeira de balanço olhando para uma paisagem qualquer. Pode ser que nesse dia eu ainda não saiba da onde se originou essa repentina tristeza, mas com certeza eu entenderei o seu por quê e ficarei eternamente agradecido, tanto pelas dores, como pelos sorrisos. Pode ser que eu ainda seja aquele mesmo aprendiz de mágico, mas agora com muito mais destreza e, certamente, já terei tirado muitos sonhos da cartola.

Enfim, a vida é simples para quem somente a vive, dia após dia, e complexa para quem tenta desvendá-la. Não preciso entender o que é e como se formou o Sol, já me basta ser aquecido por ele. Aprendi a conviver com alguns mistérios. Eles me levam a acreditar em um instante de magia.

Michel Carvalho

Ciclos da Vida

Imagem retirada do google.com.br

Sentado à beira de um abismo ele chorou, viu sua lágrima cair a esmo em meio ao nada. Tentou conter-se, mas já não lhe havia o poder do auto-controle. Simplesmente chorou.
Ao seu lado uma árvore desfolhada, à sua frente um escuro interminável e dentro de si uma alma despedaçada. Ele lembrava dos conselhos que ouvira até aquele ponto de sua vida, conselhos aos quais sempre disse que se fossem bons não se davam, se vendiam. Recordou do desejo ardente por um beijo, e da traição que o mesmo trazia num ato de desespero. Trouxe à tona seus pecados, clamou por piedade. Olhou para o céu e pediu para saber somente a verdade de uma versão só e não as verdades distorcidas pelas bocas que queriam produzir suas próprias histórias, estas que em sua mente formavam um nó.
Retirou do bolso de sua jaqueta um bilhete amassado, mas não teve a coragem de reler aquelas palavras que o direcionava para um outro lugar de si. Agachado, com os braços envolvendo as pernas, enxergou entre seu par de all star surrado uma rosa estremecida na terra. Delicadamente a tomou em suas mãos e percebeu como a vida é frágil. Nesse momento ele se sentia como uma pétala que havia se desprendido do caule, uma pétala que seguia ao sabor do vento. Planou e não pensava em aterrissar. Devolveu a rosa despedaçada à terra e tornou a recolher a cabeça entre os braços.
Pensamentos o atordoavam e ele já não mais sabia o que fazia ali. Sentiu-se, por um momento, confuso e perdido sem ter a certeza do que o levava a tal ato, a tal desespero. Ergueu novamente a cabeça e avistou as nuvens a deslizar pelo céu. Ao seu lado folhas secas voavam e a rosa, que devolvera a terra, havia por ela sido encoberta. Foi nesse pequeno, sutil e breve espetaculo da natureza que então percebeu que na vida tudo tem sua etapa, e que uma não pode invadir o espaço da outra. Notou que a vida possui vários ciclos, e que todos lhe fornece uma lição e um aprendizado. Assim, ali, ainda na beira do abismo, colocou as mãos sobre os joelhos e lentamente se levantou. Olhou para o horizonte, enxugou a lágrima que estava prestes a mergulhar no abismo de encontro com a que caíra minutos antes e teve a paz e a coragem necessária para desamassar e reler o bilhete que até então o assustava: “a vida é de perdas e ganhas, de mágoas e glórias. Não chores por ter acabado, pois o levo comigo nas lembranças e no coração. Sim, te amo.”
Algumas coisas nunca serão entendidas até o momento exato, e este pode demorar anos para chegar. O importante é saber a hora de encerrar cada capitulo da vida e iniciar um novo.
Ele se levantou e deu meia volta, agora anda em frente, enterrando as pétalas destacadas e dando lugar para que outras surjam intactas e belas.
Estar de frente para o abismo não significa que seja a hora de pular dentro dele.
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Michel Carvalho

Imagem retirada do google.com.br

A vida é preenchida por detalhes, por pequenos e constantes momentos que se aglomeram no decorrer do tempo e formam nossa particular história.
Somos um todo que adveio dos fragmentos que vivemos e presenciamos dia após dia. Uma soma de sentimentos abstratos que nos leva a uma certeza absoluta, esta pela qual lutamos e vivemos na esperança de sentirmo-nos completos. Almas que vivem em uma eterna busca, esta que jamais nos parecerá acabar, pois o seu fim encontra-se no alcançar de um objetivo supremo que desconheceremos até o minuto final. Um ideal certo, mas de percurso indefinido. Somos nossas escolhas e vivemos suas consequências. Percorremos um ciclo no qual a vida não pára, os momentos não cessam e os erros não somem. Esperamos compreensão, suplicamos por perdão, mas  nos vemos incapazes de expressar nossas necessidades. Respiramos, mas nem sempre temos a certeza de que vivemos…
Somos um livro de vários contos, poemas de estrofes ilógicas, narrações aleatórias… Um inicio tentando realizar um bom meio e com medo de obter um solitário fim.
Nas noites incertas depositamos nossas cabeças sobre o travesseiro tentando imaginar o que será do nosso amanhã, dos nossos sonhos. Aprendemos a temer a possibilidade de estarmos errado sobre nossas mais intrínsecas certezas, mas agarramo-nos a elas, pois são nossas maiores certezas, ainda que estejam erradas ou de tudo nem tão certas. Vivemos o que acreditamos, lutamos pelo o que queremos e andamos ao lado de quem confiamos. As Leis e as Religiões pregam que somos todos iguais, mas possuímos gostos e sonhos diferentes, falamos diferentes, ouvimos diferente, andamos por caminhos diferentes… Assusta-me isso, pois tudo indica que com tanta divergência, ainda assim, caminhamos para um mesmo final.
Qualquer um sabe pelo menos 5 dos 10 mandamentos, mas poucos se atentam a eles por 10 segundos. Todos dizem saber de seus direito, mas são raros os que entendem suas “obrigações”. Muitos são os que batem no peito para dizerem que não abrem mão de suas liberdades, mas são os mesmos que ceifam a liberdade alheia. Somos a semelhança de um Deus, mas possuímos um pouco, ou um muito, de Judas em nós, traímos a nós mesmos com um beijo, com uma escolha, com uma palavra, com uma atitude. Nessa tão longa breve vida morremos e ressuscitamos diversas vezes, mas ainda não foi o suficiente para que aprendessemos a lição, para que entendessemos o verdadeiro significado da vida.
Eu só espero que em meios a tantos detalhes e momentos, o tempo me traga a lembrança de uma história que, mesmo que não seja a sonhada, seja uma da qual me orgulharei e terei a certeza de que valeu a pena.
Não sei da minha missão, tampouco do meu ideal nessa terra de mistérios e surpresas, mas espero ser páginas de um livro digno de uma leitura minuciosa e prazerosa. Uma leitura que não traga um roteiro a ser seguido, mas que leve uma mensagem a ser respeitada, ao menos respeitada.
Aprendemos algo novo ao nascer de cada dia e notamos que nada sabemos ao findar o mesmo.
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Michel Carvalho